Estamos sofrendo um excesso de estímulos? Isso agrava o stress? entenda a mecânica por trás da meditação - stress e estímulos

O contexto de vida contemporâneo nos submete a um volume imenso de informações visuais e auditivas. Em um simples passeio por uma cidade, quando dirigimos nossos carros, nossa mente processa um volume altíssimo de informações de forma consciente e, em um nível muito maior, de forma inconsciente.

Os outdoors, as propagandas, as imagens de produtos sendo incessantemente expostas, os ruídos dos automóveis, a observação das sinalizações de trânsito, o som do carro ligado, o telefone celular nos chamando a atenção para mensagens e e-mails, o GPS nos guiando por comandos de voz são alguns dos inúmeros estímulos aos quais estamos expostos.

Essa velocidade de informação, esse volume desproposital de conteúdos também faz com que a qualificação das pessoas se torne algo mais efêmero,  obrigando todos a estudar dentro de suas áreas indefinidamente e acentuando o aspecto competitivo no contexto profissional.

A teoria da evolução mostra que os organismos vão se adaptando gradativamente ao ambiente e as necessidades que se apresentam, mas normalmente as mudanças são muito mais paulatinas e não exigem um salto como este que observamos nas últimas gerações.

Nos próximos artigos veremos o conceito da plasticidade neuronal, capacidade que os neurônios têm de formar novas conexões a cada momento. Isto normalmente se dá em duas situações: a primeira, onde o indivíduo está desenvolvendo uma aptidão diferente das que já tem, por exemplo, alguém que se dedica ao aprendizado de um instrumento; e outra, na qual uma região do nosso cérebro passa a executar funções de outra região que tenha sido lesada.

Esta capacidade vem sendo extremamente exigida, a medida em que as mudanças nos nossos cotidianos têm se mostrado muito intensas, obrigando a um nível de adaptabilidade muito grande, e é esta mesma capacidade que acaba por explicar a forma como a meditação remodela e reajusta alguns padrões cerebrais, proporcionando uma profunda mudança em nossas percepções de vida, bem como nos garantindo uma chance muito menor de desenvolvermos alguns dos possíveis transtornos psíquicos tão comuns nos dias de hoje.

Além de relatos pessoais com relação a mudanças vivenciadas após a prática meditativa, é importante que tenhamos evidências mais substanciais e irrefutáveis. Desta forma, este artigo priorizará como referência estudos que utilizam exames de ressonância magnética para observar a atividade cerebral e as mudanças obtidas.

Este trabalho de pesquisa pretende, portanto, falar de três aspectos que são modificados pela prática meditativa e de seus respectivos benefícios, sendo eles os seguintes: Atividade nos Lobos Frontais, atividade nas amídalas cerebrais e atividade elétrica entre os hemisférios cerebrais.

Desta forma, para que possamos falar das mudanças que ocorrem no cérebro, é importante que, antes, falemos sobre como elas se dão e, para isso, entendamos o conceito de neuroplasticidade.

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